Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 04/12/2020
Em uma sociedade marcada pela violência e pelo grande desenvolvimento das doenças, a doação de órgãos torna-se cada vez mais necessária e mesmo depois de mais de 50 anos do primeiro transplante no Brasil, as pessoas ainda tem uma enorme resistência a esse gesto altruísta ora pela desinformação, ora pelos entraves estruturais.
Em primeiro plano, vale ressaltar a desinformação da sociedade em relação ao processo e o quanto é importante a doação de órgãos para salvar vidas. Essa desinformação é o resultado da falta de políticas públicas incentivadoras e informativas, já que a família doador em potencial, por ser responsável pelos órgãos, precisa saber como é o procedimento, o que pode ser doado e até a cobertura pelo Sistema Único de Saúde para que o futuro desses órgãos seja decidido brevemente.
Em segundo plano, a precária infraestrutura somada a má distribuição dos grupos de médicos responsáveis pela captação e pelo transplante, causam o atraso burocrático, o que corrobora a desistência dos familiares na doação dos órgãos. Além disso, os crescentes erros médicos também causam grande desconfiança nos familiares os quais desconfiam da perda do ente querido.
Portanto, infere-se que medidas devem ser tomadas para que a doação de órgãos e o número de vidas salvas aumentem no Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde desenvolva políticas públicas mensais compostas por círculos de discussão sobre a importância da doação de órgãos e como ela é feita, panfletagem como forma de incentivo à doação, comerciais e outdoors com o gráficos e tabelas sobre o número de vidas salvas na região. Além do mais, cabe à Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos a desburocratização do processo da doação e, com ajuda de investimentos do Governo Federal, melhorar a infraestrutura da saúde. Por fim, cabe ao cidadão conversar com a família e deixar claro a vontade de doar ou não os órgãos. Assim, espera-se alcançar uma sociedade mais altruísta, com mais doadores e com mais vidas salvas.