Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 18/11/2020
Segundo a história da medicina, foi somente na década de 60 que os médicos descobriram um meio de realizar um transplante de órgão entre não parentes sem que houvesse a rejeição. Por isso, é notório que percorreu bastante tempo até que a prática se tornasse rotineira. Como resultado, tais fatores contribuíram para que a doação de órgãos virasse um dilema. Isso ocorre, sobretudo, devido à recusa familiar e a não compreensão de morte encefálica.
Inicialmente, é válido ressaltar que a recusa familiar é responsável pelo baixo índice de doação de órgãos. Nesse sentido, pode-se analisar que mesmo com a lei 9.434 que garante a legalidade sobre a remoção de órgãos do corpo humano para fins de transplante, as respostas negativas vindo dos familiares ainda persiste. Dessa forma, dezenas de pessoas deixam de ser beneficiadas por um único cadáver que não é doador. Esse cenário evidencia, assim, que várias causas auxiliam para o agravamento dessa enorme problemática.
É importante considerar, também, que a falta de informação é um grande fator no momento de conseguir a autorização da família, visto que muitos indivíduos não compreendem o diagnóstico de morte encefálica. Segundo um estudo feito pela Associação Brasileira de Transplantes (ABTO), o número de familiares que não permitem que seus semelhantes sejam doadores aumentou significativamente. Por conseguinte, podemos relacionar esses acontecimentos com os parentes que acreditam que o óbito só ocorre após a parada cardíaca. Desse modo, percebe-se que essas pessoas geralmente manifestam maior dificuldade em aceitar a condição de morte do ente querido.
Portanto, esse assunto não pode passar despercebido ou ser ignorado. Logo, é necessário que o Governo Federal em parceira com as mídias sociais, realizem palestras informativas no intuito de conscientizar a população. Outra iniciativa plausível, é a criação de novas leis promovidas pelo Poder Legislativo, a fim de diminuir a burocracia durante o processo.