Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 11/11/2020
Segundo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico, ao associar essa idéia do sociólogo ao tema de doação de órgãos, pode-se perceber sua veracidade, tendo em vista que a população associada a essa prática, espera tanto poder salvar muitas vidas, como também, se preciso, ser ajudada, ou seja, uma sociedade unida, a qual todos contribuem para o seu funcionamento. Entretanto ao se tratar desse quesito, vale ressaltar os fatos que problematizam esse ideal: falta de conhecimento das pessoas sobre essa participação e a falta de estrutura das unidas para os procedimentos acontecerem.
Em primeira análise, sabe-se que no Brasil, diversas pessoas ainda se recusam a participar da doação de órgãos de seus parentes. Prova disso é que em 2018, segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos(ABTO), 43% das famílias se negam a esse ato, mesmo após a morte do familiar, isso em consequência da falta de conhecimento das pessoas sobre o assunto, se perguntando como funciona os procedimentos ou pensando ser algo desrespeitoso e ruim para o seu membro familiar, entretanto esquecem que com esse fato podem contribuir ajudando a salvar muitas indivíduos.
Ademais, além dessa problemática, se tem a questão da preocupação com o meio onde os procedimentos iram ocorrer. Tendo em vista que as estruturas, principalmente dos hospitais públicos ainda deixam muito a desejar, muitas vezes por falta de investimentos em equipamentos cirúrgicos e até mesmo falta de leitos para a espera e para realizar a transferência, visando o sucesso do procedimento e os cuidados adequados com os pacientes.
Assim, diante dos fatos supracitados fica evidente que medidas são necessárias para amenizar esse dilema. Cabe ao ABTO por meio de campanhas publicitárias transmitir nas redes de televisões, rádios e internet, os benéficios da doação de órgãos para muitas pessoas, as quais recuperaram suas vidas graças a essa prática, a fim de sensibilizar boa parte da população a participar desse ato importante. Também cabe ao governo por meio de investimentos, assegurar e garantir equipamentos de qualidade e lugares apropriados nos hospitais para atender os pacientes, visando afeto e sucesso dos transplantes. Assim, com essas medidas, possivelmente os problemas seram amenizados.