Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 18/11/2020
Machado de Assis, em sua fase realista despiu a sociedade Brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação, não longe da ficção percebe-se aspectos semelhantes ao que tange a questão dos Dilemas da doação de órgãos no Brasil. Nesse contexto é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar esse cenário que tem como causas: a falta de debates e a irracionalidade.
Primeiramente, deve-se atentar a falta de debates. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o dilemas da doação de órgãos seja resolvido, faz-se necessário debater sobre. No entanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, e com isso tornando a prática de solidariedade menor e não exercida pelos familiares e responsáveis pela doação. Assim, trazer à pauta esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Além disso, outra dificuldade encontrada é a questão da irracionalidade, Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão do problema, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento racional. Assim, sem a presença de uma lógica, conhecimento e de informação sobre a importância da doação de órgãos, esse problema tem sua intervenção dificultada.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os dilemas da doação de órgãos no brasil no ambiente escolar, Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao problema e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções.