Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/11/2020
Segundo Zygmunt Bauman, vivemos hoje em uma modernidade líquida, em que há a ascensão de valores individualistas em função do detrimento de valor coletivistas, sendo assim, tal estado acaba gerando um enfraquecimento no sentimento de solidariedade e um aumento da insensibilidade em relação ao sofrimento do outro. Essa situação pode ser vista no âmbito da saúde, como na necessidade de doações de órgãos, os quais não recebem muita atenção por desinformação da população e negligência governamental.
Em uma primeira análise, é válido destacar que o dilema de doações de órgãos não é um assunto que recebe muita atenção, o que acaba gerando desinformação da população e insegurança da mesma. Tal insegurança é ocasionada pela falta de compreensão da operação, da qual muitos não sabem que o procedimento é realizado após ser levado à óbito.
Contudo, tal falta de informação à população é resultado da negligência governamental, em que, além de não gerar necessária comoção sobre o assunto, também não subsidia de maneira adequada o projeto, em que há estados mais simples, como o norte e o nordeste, sem matéria-prima necessária para uma preparação segura de recepção e transplante de órgãos.
Por conseguinte, é necessário um aumento da visibilidade sobre o assunto, assim como uma melhor preparação monetária da mesma, sendo responsável por tais medidas o Ministério da Saúde juntamente com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, e então, realizando assim, palestras em escolas sobre o assunto, e a criação de mais propagandas induzindo à doação de órgãos, para que assim, haja um maior número de pessoas colaborando com as doações e uma maior produtividade na realização de transplante de órgãos. Fazendo com que assim tenha um maior número de vidas salvas e prosperidade social, pois, assim como o filósofo Thomas Hobbes decretava, o Estado é responsável pelo bem-estar da população.