Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/11/2020
Na série ‘‘Grey’s Anatomy’’, é narrado diversos casos médicos em que pacientes sobrevivem graças ao transplante de órgãos. Entretanto, no Brasil contemporâneo, o número de doações de órgãos é muito baixo, de forma que vidas são colocadas em risco por causa de tal problemática. Com efeito, esse cenário nefasto é fruto tanto de uma falha educacional quanto de uma falta de investimento em campanhas de conscientização.
Nesse contexto, é fulcral destacar que as escolas brasileiras não possuem projetos educacionais que visem conscientizar os jovens sobre a importância de se doar órgãos, e consequentemente forma adultos que não se tornam doadores. Nesse sentindo, segundo Nelson Mandela - ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993 - ’’ a arma mais importante para mudar o mundo é a educação’’. Comprova-se, assim, a necessidade do Governo Federal criar projetos educacionais que visem informar os jovens acerca do transplante de órgãos, para assim aumentar o número de doadores e salvar as vidas dos pacientes que necessitam de tal ação.
Outrossim, é mister pontuar que não há o investimento por parte do Governo Federal em campanhas públicas de conscientização e debate sobre a doação de órgãos, de modo que acarreta o baixo número de doadores. Desse modo, campanhas como Setembro Verde - mês de ações que estimulem a doação de órgãos - acabam não recebendo o recurso necessário para sua implementação. Com isso, percebe-se, portanto, que a falta de investimento por parte do Governo Federal em campanhas públicas causa o baixo número de doadores.
Logo, analisa-se que a falta de projetos educacionais aliado ao baixo investimento governamental corroboram para o baixo número de doadores de órgãos. Em vista disso, é necessário que o Governo Federal - como instância máxima do Poder Executivo - investir em campanhas públicas acerca do transplante de órgãos, tanto na mídia quanto nas escolas, por meio de um maior repasse de verba, para assim, aumenta o número de doadores e por consequência salvar mais vidas como na série ‘‘Greys Anatomy’’, além de usar a educação como arma para tornar um mundo melhor, como Nelson Mandela previu.