Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/11/2020

No contexto histórico mundial, o médico Joseph Edward Murray, em 1954, foi o primeiro a realizar um transplante de órgão vital com sucesso, o que lhe garantiu o Prêmio Nobel de Medicina. Diante dessa conquista, é preciso resolver os dilemas da doação de órgãos no Brasil, pois é perceptível a ausência da cultura de doadores no território nacional. Além disso, essa problemática impede de salvar a vida de milhares de pessoas.

Em primeira análise, deve-se considerar a importância de implementar políticas de incentivo à esse ato solidário. Mediante o exposto, a campanha “Gugu Vive”, criada pelos familiares do falecido apresentador, tem como objetivo estimular essa prática. Baseado nisso, torna-se evidente que a falta de conhecimento sobre essa temática influencia nos baixos índices de doação de órgãos. Logo, é válido ressaltar que o filósofo polonês Zygmunt Bauman vaticinou que o Estado está em crise, visto que a inexistência de políticas públicas contribui para a permanência desse problema.

Em segunda análise, salienta-se que a Constituição Federal estabeleceu o direito à vida como um de seus preceitos fundamentais. Contudo, a ineficiência estatal em garantir os transplantes à todos é um desafio que dificulta o seu exercício pleno. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgão mostrou que, no ano 2015, 2,3 mil pessoas morreram a espera de um órgão no Brasil. Diante da realidade alarmante, é notório a necessidade de mudar o atual cenário brasileiro visando preservar o bem-estar e a existência desses indivíduos.