Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 01/12/2020
A série Grey’s Anatomy, que mostra o dia a dia no hospital Seattle Grace, em um de seus episódios, relata o drama vivido por um paciente, Denny Duquette - a longa espera por um órgão. Trazendo para a realidade, as filas de espera para transplante de órgãos ainda é muito grande, havendo um número muito menor de doares. Um problema que pode ser causado pela falta de informação familiar e de conscientização sobre a importância da doação.
Em primeiro lugar, é válido destacar que desde as leis de 2000 e 2001, a doação de órgãos só é legalizada judicialmente quando autorizada pela família. Isso, infelizmente, implica em um grande dilema, pois muitas vezes o desejo de ser um doador não é manifestado em vida e fica para a família a decisão. Esse momento pode ser facilmente influenciado pelas emoções e pela falta de compreensão do que é a morte cerebral.
Outrossim, cumpre enfatizar que a falta de consciência sobre a importância da doação é um embate. Muitas vezes são exibidas propagandas e até mesmo o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos (dia 27 de setembro) foi criado, mas não é reconhecido por muitas pessoas, podendo implicar em conclusões erradas sobre a intenção do movimento.
Dessa forma, é notória a dificuldade para a simplificação e entendimento a respeito da doação de órgãos. Fato que pode ser solucionado com a ampliação da informação, por meio de verbas do Governo para o financiamento de propagandas nos meios midiáticos. Também, com o apoio do Ministério da Saúde, trazer informações à população, de forma simples e clara, para que tranquilize quem precisará tomar uma decisão ou tornar real um pedido feito em vida. Tornando possível a diminuição das filas de espera e melhor qualidade de vida para a população.