Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 02/12/2020
Salve vidas
O mês de setembro foi escolhido como o mês em que a campanha pela doação de órgãos é ainda mais intensificada no Brasil. E o dia 27 foi o escolhido como a data nacional para divulgar todas as ações.
Esta data, instituída pela Lei nº 11.584/2.007, visa conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto é o objetivo desse grande trabalho de conscientização é um só: ajudar milhares de pessoas que aguardam na fila de transplante. No Brasil, cerca de 34 mil pessoas estão esperando por um órgão.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em números absolutos, o Brasil é o 2º maior transplantador do mundo, atrás apenas dos EUA. Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde.
No Brasil, de acordo com a legislação vigente, para ser doador de órgãos é preciso conversar com sua família e manifestar o seu desejo em doar órgãos. Isso porque, de acordo com o Ministério da Saúde, a doação só pode ser realizada depois que a família do doador autoriza o procedimento. Ou seja, quem possui a decisão final e detém a responsabilidade é a família do doador, deixando de ter valor a informação de “doador ou não doador de órgãos” registrado no documento de identidade.
Contudo as pessoas precisam de se conscientizar que este é um ato de amor ao próximo, podendo salvar vidas de muitas pessoas.