Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 11/12/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) qualquer indivíduo saudável e que foi acometido por morte cerebral é capaz de doar órgãos. Sendo assim, a sua dinâmica de doação e transplante deveria ser simples e tranquila, mas mesmo assim o Brasil ainda enfrenta dilemas com relação a doação de órgãos. Não só a falta de informação impede que muitas vidas sejam salvas, como também a falta de infraestrutura.

Antes de tudo, uma das principais causas da ausência de doações de órgãos tem relação, principalmente, com o grande tabu social acerca desse tema, é muito díficil que o brasileiro converse e discuta sobre a questão da morte quem dirá sobre doar seus órgãos. Dessa forma, muitas famílias não dialogam sobre a vontade de ser doador, dificultando o processo de doação. Pois, naqule momento de morte encefálica, quem assume a responsabilidade sobre os órgãos do falecido são os famíliares. Não só na realidade como na ficção esse tema é comumente abordado, tendo como exemplo a série “Grey’s Anathomy”, qual várias vezes apresentou casos de transplantes barrados pela família do paciente. Assim, é necessário que os médicos estejam capacitados para passar o diagnóstico e informar a família sobre a possibilidade de doação.

Ademais, a infraestrutura dos hospitais públicos se encontram em precariedade, é comum ver em noticiários a carência de materiais, equipamentos e profissionais. Esse descaso impede o crescimento de doadores, uma vez que existe uma má distribuição de equipes e equipamentos especializados para esse tipo de função, já que o transplante precisa ocorrer de forma ágil. Outro fator ligado a infraestrutura é o fluxo logístico, pois mesmo que, a situação do Brasil esteja melhorando ainda enfrentamos o problema de falta de aeronaves para fazer o transporte dos órgãos, uma vez que muitas vezes se necessita o uso de uma transporte ágil para não ocorrer a perda do órgão.