Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 14/12/2020
No filme 7 vidas, o personagem interpretado pelo ator Will Smith, salvou a vida de 7 pessoas sendo doador de órgãos. Nesse contexto, ressalta-se a importância da doação de órgãos para salvar vidas, a doação só é realizada com autorização da família após confirmação de morte encefálica. Embora o Brasil tenha alcançado a maior aceitação familiar da américa latina no ano de 2014, o país ainda está muito abaixo da meta de doações, o que representa um dilema na doação de órgãos brasileira. Em vista disso, o dilema ocorre devido não só a falta de informação que a família tem a respeito de doações de órgãos, mas também por não saber queal era o posicionamento do possível doador sobre o assunto.
A doação de órgãos só é realizada em caso de morte cerebral e após aceitação da família do doador, o que faz com que a decisão familiar seja de extrema importância para que o Brasil atinja sua meta de doações. Diante disso, a família se vê frente uma grande decisão em um momento delicado, de dor pela perda de um ente querido e muitas vezes sem entender o que é a morte encefálica e sem ter a noção de quantas vidas podem ser salvas com a doação. Esse cenário de falta de informação sobre o assunto dificulta ainda mais a aceitação familiar. Dessa maneira, é preciso que a população brasileira tenha uma educação relativa a doação de órgãos para que a taxa de aceitação familiar cresça.
Ademais, para ser um doador não é preciso fazer documentações, basta manifestar esse desejo aos familiares em uma conversa informal, assim a doação de órgãos é prejudicada no país, pois a morte é tratada como tabu na sociedade brasileira e o que precisa ser conversado previamente torna-se oculto dentro das famílias. Seja por não querer pensar no familiar morto, seja pela superstição de que falar na morte a atrai, conversas sobre morte não são tratadas de maneira natural no país, o que leva ao cenário de familiares tendo que decidir sobre a doação de órgãos sem saber qual era o posicionamento do possível doador. Neste caso, no momento de sofrimento muitas optam por não doar, com receio de que o possível doador não fosse a favor da doação, a decisão que deveria ser racional e prévia torna-se sentimental no momento da fatalidade. Desse modo, essa resistência da sociedade em falar sobre a morte afeta negativamente o número de doações no Brasil.
Cabe, portanto, ao Ministério da Saúde fazer campanhas educativas, por meio da rede aberta de televisão, a fim de solucionar a falta de informação sobre morte cerebral e sobre doação de órgãos, essas campanhas devem ocorrer durante todo o ano. Assim, será possível que mais vidas sejam salvas com as doações de órgãos, como ocorreu no filme 7 vidas.