Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 17/12/2020

Em 1954, o médico Joseph Edward Murray fez o primeiro transplante de órgão vital com sucesso, esse feito lhe garantiu o Prêmio Nobel de Medicina. Contudo, a ação de Murray está longe de ser um ato comum entre os brasileiros, visto que, embora a doação de órgãos seja capaz de salvar vidas, o mineiro de doadores não pós é insuficiente. Logo, é necessário a análise dessa questão com ênfase na falta de informação acerca do assunto e na ausência da cultura solidária de doadores no Brasil.

De início, a falta de esclarecimento sobre o processo de doação faz com muitas famílias recusem realizar o procedimento. A esse respeito, de acordo com o Ministério da Saúde, 40% das famílias não autorizam a doação, já que, muitos acreditam que o corpo doentes ficará deformado. No entanto, os médicos são obrigados a manterem a integridade do corpo. Além disso, a ideia de que o procedimento só pode ser autorizado pela família, acaba por dificultar ainda mais o processo no país. Assim, enquanto os cidadãos não obtiverem informação e influência para praticar a solidariedade, muitas vidas serão colocadas encharque, pela falta de empatia.

Sob outra análise, a ausência da cultura de doação fomentará pela falta de campanhas de incentivo e informação são motivos para a permanência de milhares de pessoas à espera de um transplante. Nesse sentido, segundo o filósofo Thomás Hobbes em sua teoria Contratualista, os obrigados a uma sociedade abdicada de parte de suas liberdades e delegações de funções ao Estado, com intuito de atingir o equilíbrio social. Sob essa perspectiva, o Governo falha à medida que não há promoção para conscientizar a população dessa temática e desenvolver um sentimento solidário. Desse modo, enquanto a negligência do Estado persistir, não haverá na sociedade brasileira, a cultura de doadores.

Portanto, para a instauração da prática de doação de órgãos no Brasil, é necessário que o Governo Federal promova campanhas comerciais de abrangência nacional em diversas fontes, como por exemplo, televisão, jornais e redes sociais, um fim de colaborar com o acesso igualitário de informação sobre a temática. Além disso, é importante que o Ministério da Educação insira na nota curricular, as matérias que tratam das relações sociais e ai portância da solidariedade, por meio da alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, com intuito de estimular os nós, desde cedo,