Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 21/12/2020

O primeiro transplante de órgão ocorreu na década de 60 nos Estados Unidos, mas foi somente nos anos 80 que os medicamentos evoluíram e, com isso, permitiram menor rejeição dos elementos transplantados. Nesse contexto, apesar dos avanços nessa área, o Brasail enfrenta um cenário de dilemas. Isso orcorre, ora pela desinformação de parte da populção, ora em decorrência do tráfico de órgãos. Desse modo, soluções devem ser criadas, a fim de que esse cenário seja revertido.

Em primeira análise, é imperativo destacar a falta de conhecimento de parte da população brasileira sobre a importância da doação de alguns elementos dos indivíduos que tiveram morte encefálica. Por esse viés, uma das contrariedades apresentadas hodiernamente, é que embora o Brasil tenha o maior sistema público de transplantes do mundo, o número de doadores para esse procedimento é baixo. Isso ocorre, principalmente, pelo fato da maioria das famílias desconhecerem a importância dessa oferta, como também, em virtude do pouco entendimento sobre o óbito cerebral como uma situação definitiva. Esse panorama pode ser compreendido a partir da tese do pensador John Locke, o qual afirma que as ações humanas são as melhores intérpretes do conhecimento de uma sociedade. Consequentemente, o número de pacientes que esperam para serem transplantados sofre diminuição mínima.

Outrossim, é importante analisar o tráfico de órgão como um impasse existente no Brasil contemporâneo. Nesse sentido, esse fato contraria a teoria do historiador Sérgio Buarque de Holanda, no qual afirma que as raízes de formação do pensamento brasileiro são denotadas por uma cordialidade, à medida que alguns preferem vender o rim de forma ílicita do que se solidarizar com famílias brasileiras por meio da doação. Uma evidencia dessa situação é a informação de que o elemento citado é fornecido por brasileiros para americanos, europeus e israelenses, segundo o Ministério Público Federal. Por conseguinte, além do número de pessoas dependentes da hemodiálise- procedimento que faz a função do rim- , aumentar a pressão sobre o sistema público de saúde, ocorre também o fortalecimento da criminalidade.

Depreende-se, portanto, que  os dilemas da doação de órgãos no Brail devem ser superados. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde- que rege as iniciativas nesse setor-, em parceria com os meios midiáticos, informar a população sobre a importância da concessão dos elementos supracitados, como também, esclarecer que a morte encefálica é uma situação irreversível. Isso pode ser feito por intermédio de propagandas com profissionais experientes nessa área. Tal medida terá como objetivo aumentar o número de famílias que permimtem esse tipo de entrega. Além disso, é fucral que o tráfico de órgãos seja combatido através de fiscalizações e cumprimento da Constituição Federal.