Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 22/12/2020

Segundo o Ministério da Saúde, o transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na substituição de um órgão ou tecido para uma pessoa doente, por outro órgão ou tecido normal de um doador vivo ou morto. Nessa lógica, essa prática representa um dos avanços na medicina que é capaz de melhorar a qualidade de vida de um paciente, garantir a longevidade e até mesmo reverter casos terminais. No entanto, ainda existem desafios para serem superados em relação à doação de órgãos, como a longa fila de transplante causada dentre outros fatores, pela falta de esclarecimento a respeito dessa substituição tecidual.

Convém analisar, inicialmente, que para ocorrer a doação é realizado uma avaliação pré-transplante, que consiste no estudo do indivíduo para descobrir se ele pode receber o novo órgão, em seguida, esse sujeito é inserido no Cadastro Técnico Único. No entanto, para receber a substituição, o paciente não depende exclusivamente da disponibilidade do órgão, uma vez que são levados em consideração, por exemplo, idade e urgência do caso. Desse modo, a fila é extretamente longa, o que impossibilita uma susbtituição rápida, em outras palavras, alguns permancem anos na fila de espera sem receber o orgão devido à baixa doação de órgaos aliada à fila longa e urgência de casos prioritários, o que afeta diretamente a qualidade de vida dos pacientes levando-os em casos mais graves à morte.

Outrossim, de acordo com o médico nefrologista presidente da Associação Brasileira de transplantes de Órgãos, Roberto Manfro, a população mais esclarecida tende a doar mais órgãos, ou seja, quanto mais acesso à informação sobre essa medida existente, maior será a doação, o que conseqüentemente diminuirá a fila. Entretanto, o que se observa é a escasses da discussão  sobre a importância e o impacto que os transplante possuem na vida de quem precisa, visto que trata-se de um procedimento que é um pouco discutido seja em jornais, anúncio e rádio de maneira que as pessoas não impõem seus posicionamentos nesse assunto e não refletem sobre um decisão que possivelmente salvaria uma outra vida, o que evidencia a negligência em relação à um avanço benéfico e tranformador na medicina.

Fica evidente, portanto, a necessidade de medidas para reverter o quadro de modo que a maior quantidade possível tenha acesso à órgaos doados. Logo, é cabe a mídia promover campanhas que abordem a doação de órgãos e suas consequências para os pacientes, por intermédio de novelas, rádios, anúncios e documentários que retratem como ocorre o procedimento e o impacto que possui para os cidadãos que dependem dessa prática a fim de construir na sociedade uma mentalidade voltada à debater e discutir sobre a doação de órgaos para que mais indivíduos se posicionem a favor da causa de maneira que possam salvar futuramente uma vida ou melhorar a expectativa.