Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 22/12/2020

“Grey’s Anatomy” é uma série norte-americana que retrata a rotina de médicos e residentes no hospital Seattle Grace. Em uma de suas temporadas é abordado o drama vivido pelo paciente Denny Duquette que aguardava na fila de espera por um transplante de órgão. Não distante da ficção, esse cenário representa a atual realidade vivida por muitos brasileiros. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem essa quadro.

Em uma primeira análise, é válido ressaltar que a doação de órgãos e tecidos consiste na oferta, sem nenhum tipo de lucro, de alguma parte do corpo com o objetivo de ajudar outra pessoa que sofre com determinado problema de saúde. Entretanto, é indispensável frizar a existência do comércio de órgãos humanos, e do tráfico ilegal na maior parte do mundo. Além disso, há uma escassez mundial na doação, devido a demanda na lista de espera não ser compatível com o número de doadores.

Ademais, é fundamental apontar que apesar do Brasil ser o segundo país que mais realiza transplantes no mundo, de acordo com o site G1, pouco se investe na assimilação individual acerca da importância da doação. Esse assunto e seus devidos esclarecimentos não são pautas comuns nas escolas, desde o ensino fundamental até o ensino médio, nem mesmo nas aulas de biologia. Por conta disso, a temática fica pouco explorada e em um eventual momento de decisão, a família reage com surpresa ao sugestionamento dos médicos sobre a importância da retirada dos órgãos, não autorizando-a devido ao desconhecimento e ao choque de uma situação delicada.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse impasse. Para isso, é imprescendível que a OMS (organização mundial da saúde) juntamente com o Ministério da Saúde, elabore palestras e campanhas nas escolas e na mídia, ressaltando a importância da doação, esclarecendo as suas etapas e dando suporte psicológico as famílias. Logo, com o intuíto de oferecer a oportunidade as pessoas que necessitam, de viver uma vida saúdavel e tornar a experiências das doações por óbito menos dolorosas. A fim de que, o sofrimento sofrido pelo personagem Denny não se perpetue nas próximas gerações.