Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/12/2020
No Egito Antigo os corpos dos faraós eram submetidos a tratamentos especiais e avançados para a época, alguns órgãos eram retirados do corpo e dado uma atenção maior, como o coração. Com base nisso, corrobora o valor que a antiguidade dava às peças que movimentam o homem. A partir desse contexto, é fundamental discutir o papel da ciência na doação de órgãos, bem como o impacto de doações e investimentos escassos, a fim de propor medidas que combatam tal problema.
Convém pontuar, de início, que a ciência tem fomentado mecanismos importantes para o desenvolvimento de órgãos artificiais a partir de impressoras especiais, segundo cientistas da FMUSP. Em 2018, foi apresentado um gel que pode facilitar esse procedimento. Conquanto, a falta de recursos segue como obstáculo para o fomento livre e progressivo das pesquisas básicas no Brasil.
Por outro lado, é preciso perceber, que o Brasil destaca-se mundialmente pelos transplantes de órgãos e tecidos. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), 95% dos procedimentos feitos no Brasil foram conduzidos pelo SUS, possibilitando em 2015 mais de 12 mil transplantes. No entanto, é necessário que as demandas sejam reduzidas a zero ao sensibilizar a população acerca dos benefícios que o transplante é capaz de promover a alguém.
Nota-se, portanto, a necessidade de potencializar políticas que contribuam para a doação de órgãos e valorização da ciência. Para isso, o MS deve maximizar as campanhas educativas de publicidade, já que são capazes de atingir todo o tecido social. Tal ação deve ocorrer por meio das mídias online, por exemplo, nos sites de notícias e redes sociais, a fim de sensibilizar a sociedade brasileira sobre tornarem público seu desejo de doar seus órgãos. Ainda, o MEC deve, por meio da Câmara de Deputados, articular a aprovação de mais verbas para ofertar pesquisas de pontas às universidades, àquelas envolvidas na construção e preservação de órgãos humanos, com o intuito de reduzir as demandas de transplantes.