Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 31/12/2020
O médico Joseph Murray realizou o primeiro transplante de órgão humano em 1954 e, posteriormente, ganhou um prêmio Nobel pelo feito. De maneira análoga, a doação de órgãos no Brasil, infelizmente, ainda é um assunto pouco falado e incentivado. Dessa forma, em razão do descaso governamental atrelado à lacuna educacional, emerge um problema complexo que precisa ser resolvido.
A priori, nota-se que a negligência por parte do governo é uma causa latente do problema. Segundo o filósofo John Locke, a população ao depositar confiança no Governo, deve receber em troca a garantia dos seus direitos. Ou seja, é papel do Estado conceder os direitos básicos, como a infraestrutura necessária para a remoção de um órgão, o que muitas vezes não ocorre. Assim, consequentemente, desestimula à população a doar seus órgãos.
Além disso, outra causa que dificulta na solução da problemática é a falta de conhecimento que a população possui sobre o assunto. De acordo com o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse sentido, a carência de informações sobre a doação de órgãos e, como isso pode ajudar outra pessoa, está diretamente ligada ao fato do Brasil não possuir um grande número de doadores.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para resolver o quadro atual. Dessa maneira, cabe ao Governo criar rodas de conversas com pessoas que receberam órgãos contando sua experiência e, por meio do auxílio de especialistas incentivar a doação, para que, futuramente, o número de pessoas nas filas aguardando uma doação seja inferior. Logo, irá existir mais médicos como o Joseph, que ganharão prêmios por conta da competência nos transplantes.