Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 03/01/2021

No filme Uma Prova de Amor, uma garota chamada Anna Fitzgerald é colocada em uma situação em que teria que doar um rim para sua irmã, Kate Fitzgerald, que se encontrava com câncer. No decorrer da trama, Anna se recusou a fazer a doação e o quadro de sua irmã acaba piorando. Fora da ficção, No Brasil, é possível observar que uma considerável parte da população não adere a doação de órgãos, sendo esse um fato que pode acarretar em problemas fatais.

É indubitável que muitos brasileiros são levados a não fazerem parte do grupo dos que são adeptos à doação de órgãos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Transplante de Órgãos, o índice de transplantes teve uma queda de aproximadamente 6,2%, em relação ao primeiro semestre de 2019. Dentre outros fatores, a redução do número de doadores se deve à negativa familiar que, muitas vezes, atua como grande empecilho.

Por outro lado, consequências danosas são inevitáveis com a falta de doação de órgãos. A título de exemplificação, diversos indivíduos são privados de receberem ajuda, tendo em vista a existência de famílias que não dão autorização jurídica para que seus parentes tenham órgãos retirados em casos de morte encefálica comprovada. Ademais, vale lembrar daqueles que detém uma grave doença ou que passaram por um acidente delicado e que ficam vulneráveis ao precisarem de determinado órgão, sem ter sequer um doador.

Tendo em vista os argumentos supracitados, urge que a população canarinha se conscientize a respeito da importância da doação de órgãos. Para que as pessoas possam internalizar a necessidade de doações e aprendam mais sobre o assunto de modo transparente e didático, o Ministério da Saúde deve promover comerciais, através de emissoras televisivas, que mostrem os principais benefícios da doação de órgãos e exponham breves depoimentos de indivíduos que puderam permanecer vivos por conta dessas doações. Assim, rejeições como a de Anna Fitzgerald, poderão ser mitigadas.