Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 04/01/2021

Define-se como doação de órgão, toda retirada de órgãos ou tecido do corpo de pessoas voluntárias para ser implantado em outras. O Brasil possui um dos maiores sistema público de transplante do mundo e vem se tornando referência mundial. A conscientização da população para a necessidade do outro é sempre importante, por muitas pessoas a doação ainda é vista como inviável, mesmo podendo ser realizada em vida ou logo após a morte, ajudando quem muito precisa. Os desafios, ainda, estão presetes.

O filme Sete Vidas dirigido por Gabriele Muccino aborda a doação de órgão de forma incrível, o protagonista sofre um acidente e deixa sete pessoas mortas e, em vida, depois, ele salva sete vidas com doações de órgãos. O doador vivo pode ser qualquer pessoa saudável que concorde com o procedimento, enquanto o doador falecido só pode doar quando a morte for encefálica. No Brasil, a doação de órgãos só é realizada após autorização dos familiares.

A Campanha Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos desse ano tem como slogan “Doe órgãos. A vida precisa continuar” e traz uma forte reflexão para ser feita individualmente quanto a importância de doar, salvar, viver.

Somado a isso, o desconhecimento de muitas pessoas sobre o assunto, ainda, é muito grande, principalmente em relação aos procedimentos de como e quem pode doar, entre diversas indagações e, talvez, esse seja um fator do número de transplantes ter caído. Apesar do Brasil ser referência mundial, em um determinado período de 2019, foram realizados cerca de 15 mil transplantes e em um mesmo período de 2020, apenas 10 mil pessoas foram transplantadas. A intenção é aumentar os números de transplante, salvar mais vidas, ter as pessoas que amamos do nosso lado. Logo, isso é importante e necessário.

Convém, portanto, ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, realizar palestras educativas na escola para conscientizar alunos e pais da importância e necessidade de doar órgãos para salvar vidas e usufruir da mídia para aumentar divulgações, realizar campanhas em prol do bem-estar físico e psicológico  dddos dos pacientes. Assim como Regina Cury nos diz “a doação de órgãos além de salvar vidas é um ato de amor à própria vida”.