Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 05/01/2021
Em 1954, o médico Joseph Murray realizou o primeiro transplante de órgão vital na história da humanidade. Desde então, o ato cirúrgico vem ganhando painéis e esperanças para diversas pessoas portadoras de órgãos condenados, necessitando de uma substituição por outro funcionante para suas áreas. No Brasil, 38 mil pessoas estão na fila de transplante (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos ABTO-2017). Apesar do empoderamento e medidas que o ato criou ao decorrer dos últimos anos, um fila apresenta grande, muitos chegam ao óbito aguardando. Sua extensão remete a empecilhos no processo de captação, assim como paradigmas mitológicos.
A doação de órgãos e tecidos no país, decorre a partir de uma série de protocolos legalizados com equipe qualificada, testes confirmatórios, de morte encefálica, permissão familiar, position in fila, proximidade do transplantado devido ao tempo de isquemia suportada por cada órgão. Falhas constantes são encontradas nesse sistema que impedem a realização da rotina de extração da estrutura a ser transplantada.
O filósofo utilitarista John Stuart com seu princípio da maior felicidade traz uma reflexão sobre o ato de fazer o bem ao causar o sofrimento. Neste sentido convém saliente a importância da desmistificação na oferta de um organismo, visto que mitos são potenciais causadores da aglomeração na listagem. Análogo a isso a série Outlander trata uma enfermeira do século XX que viaja ao século XVIII e enfrenta contextos da época, qual uma superstição possui o poder de alterar o futuro entre acontecimentos bons ou ruínas, impedindo atos medicinais por vistos com olhar maligno, considerados como práticas inadequadas e blasfemador conforme a critério que perpétua até o século XXI, a qual viabiliza equívocos culturais como medicina pecaminosa, pressupostos errôneos criados pela população para impedir uma colaboração com uma técnica de salvamento.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGS também qualificados, devem desenvolver ações que revertam a influência midiática sobre a temática. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos alertando sobre as condições reais da questão. O Ministério da Saúde deve atuar em pauta através de palestras abrangendo a nação, a fim de conscientizar a sociedade sobre os prejuízos à humanidade. a qual viabiliza equívocos culturais como medicina pecaminosa, pressupostos errôneos criados pela população tende a impedir uma colaboração com a técnica de salvamento.