Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 07/01/2021

O filósofo da dor, Schopenhauer, ressalta que viver requeres dores. Entretanto, um órgão debilitado leva um indivíduo à um sofrimento acima do sustentável até à morte. Todavia, pode ser evitado com a doação, que, devido a recusa dos familiares e a falta de informações sobre o assunto, enfrenta barreiras para salvar vidas.

Em uma primeira análise, é importante destacar o avanço na medicina, a qual elevou a expectativa de vida mundialmente. Contúdo, ainda não é possível a criação de órgãos sintéticos. Dessa forma, a doação é de fundamental importância; mas, a falta de autorização dos familares aumenta o número na fila de espera. Esse número, segundo ABTO ( Associação Brasileira de Transplante de Órgão), passa de 30 mil pessoas. Assim é indubitável que haja um incentivo para parentes, com a intenção de corrigir esse comportamento errôneo.

Ademais, para um interessado em contribuir na doação é necessário deixar um documento por escrito. Não obstante, a carência de informações sobre o procedimento acarreta numa possível perda de um ser humano. Nesse sentido,  o sociólogo Pierre Bordieu reconhece que o conhecimento é uma moeda de troca à sociedade. À vista disso, é evidente que a educação e a informação andam juntas para o avanço nos números de doadores.

Em virtude dos fatos mencionados, o Ministério da Educação deve aumentar a quantidade de doadores de órgãos, por meio de um projeto que será aprovado pelo Senado. Esse projeto consistirá em apresentar conhecimentos sobre os transplantes, nos principais meios de comunicação, como Twitter, Instagram e a televisão aberta. Além disso, a partir dos 18 anos será possível constar nos documentos pessoais o interesse na doação, a fim de informar e facilitar o processo. Por conseguinte, o procedimento será comulmente visto evitando as dores comentadas por Schopenhauer.