Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 16/01/2021
Em 1954, em Boston, ocorreu o primeiro transplante de orgãos do mundo, após dez anos essa prática chegou ao Rio de Janeiro e salvou muitas vidas. No entanto, a fila para realização desses procedimentos não para de crescer no Brasil, haja vista que grande parte dos necessitados morrem no aguardo. Dessa forma, fica evidente que devido à falta de infraestrutura dos hospitais brasileiros e negativa familiar são os principais entraves para essa prática plena em teritório brasileiro.
Em primeiro plano, é indubitável ressaltar a precariedade do sistema público brasileiro, principalmente quando o assunto é transplante de orgãos. A esse respeito, de acordo com uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Transplante de Orgãos (ABTO), cerca de 70% dos orgãos se tornam inviáveis, devido à carência de materiais. Conquanto, é notório que os hospitais brasileiros não apresentam capacidade orçamentária para receber, armazenar e reimplantar orgãos, tendo em vista a escassa verba governamental recebida por eles.
Ademais, a baixa aprovação dos familiares do falecido em autorizar a doação diminui o contingente de doadores. De acordo com pesquisa feita pela Associação Brasileira de Transplantes de Orgãos (ABTO), em 2018, 43% das famílias entrevistadas recusaram doar os orgãos dos parentes falecidos. Nesse sentido, torna-se claro que a falta de informações sobre quem será o receptor dos orgãos e a esperança de melhora dos pacientes, faz com os parentes optem por não realizar o procedimento.
Em vista dos fatos supracitados, urge que medidas sejam tomadas para amenizar o entrave. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, orgão responsável pelo sistema de saúde brasileira, ampliar os investimento nesse âmbito, além de promover campanhas informando que a doação salva muitas vidas, por meio de propagandas televisivas e fôlders informacionais, visando aumentar o número de doadores. Somente assim, será possível, reduzir à lista de espera e levar o prazer de viver aos necessitados.