Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 15/01/2021
Os avanços na medicina ocorridos na Segunda Guerra Mundial foram responsáveis por possibilitar o desenvolvimento do transplante de órgãos. Contudo, hodiernamente, somente o avanço médico não é capaz de combater a parca doação de órgãos no Brasil. Nesse viés, o problema se perpetua devido à falta de conscientização social e ao descaso do governo.
Nessa perspectiva, é indubitável que a ausência de empatia da sociedade colabora para o impasse. No tocante a isso, a fim de amenizar tal problema, recentemente foi desenvolvido pela ciência rins biônicos, os quais não necessitam de aparato biológico para funcionar, conforme notícia do jornal “O Globo”. Todavia, isso não é suficiente para resolver o problema, diante da falta de conscientização social, pois caso houvesse a devida colaboração cidadã, certamente, vidas não seriam perdidas por espera em longas filas de transplante de órgãos. Destarte, somente com o apoio dos próprios brasileiros será possível garantir à vida ao próximo.
Ademais, é inegável que a omissão do governo gera o impasse. Nesse sentido, a Constituição federal garante e todos os cidadãos o direito à vida. Entretanto, quando projetos de incentivo a doação não são desenvolvidos, a harmonia social e a norma são feridos, pois somente com aparato do Estado será possivel conscientizar toda população. Assim, caso o poder estatal continue passivo na resolução do entrave, diversas vidas serão afetadas no seio social brasileiro.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para combater a problemática. Dessarte, o Ministério da Saúde, por meio de políticas públicas, as quais são responsáveis por garantir os direitos da Carta Magna de 1988, deve criar um projeto social de incentivo a doação de órgãos. Por conseguinte, o projeto será divulgado nas mídias sociais e demonstrará os benefícios inerentes a condição de doador, bem como os benefícios a coletividade, com a finalidade de mudar a mentalidade cidadã e normalizar a doação de órgãos no país. Nesse contexto, a norma constituicional será efetivada no Brasil.