Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 15/01/2021

O filme “A Cinco Passo de Você” retrata as dificuldades dos pacientes para conseguirem um transplante. Fora da trama, essa realidade se perpetua e existem inúmeros dilemas para ampliar a doação de órgãos no Brasil. Dessa forma, é cada vez mais difícil conseguir um órgão doado no país, em detrimento da recusa e insegurança por parte da família dos pacientes.

Em primeiro lugar, precisa-se compreender que a doação de órgãos somente é sugerida mediante ao diagnóstico de morte encefálica, o qual é considerado irreversível pelos médicos porque impossibilita a autonomia do paciente, limitando-o a viver na dependência de aparelhos. Mesmo assim, os familiares ainda exitam em autorizar o procedimento e, só no ano passado 42% dos parentes não autorizaram a doação, segundo dados do Ministério da Saúde.

Ainda nessa temática, a Constituição Federal classifica o comércio de órgãos um procedimento ilegal, mesmo assim a lucratividade desse mercado incentiva cada vez mais o tráfico. Com isso, dados da ONU apontam que 5% dos transplantes só ocorrem porque o órgão foi comprado no mercado negro, por isso o medo e insegurança dos paciente crescem cada vez mais.

Portanto, com o objetivo de diminuir as dificuldades para conseguir um órgão doado no Brasil, o Ministério da Saúde, como setor responsável pela administração e  manutenção da saúde pública do país, deve investir, por meio de campanhas midiáticas, na divulgação de informações, buscando orientar a população sobre a importância da família autorizar a doação de órgãos, em casos irreversíveis de morte cerebral. Além disso, cabe ao Governo amplificar o combate ao tráfico de órgãos no Brasil, através da fiscalização de hospitais, com o objetivo de garantir que esses órgãos cheguem ao paciente de forma gratuita e segura.