Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 05/02/2021
A série médica “Grey´s Anatomy”, relata o cotidiano de médicos, residentes e internos no hospital Memorial Grey Sloan, o sofrimento vivido pelo paciente Denny Duquette ao esperar por um transplante de coração, isso mostra a realidade vivida por muitas pessoas. Infelizmente, no país, ainda existe uma enorme dissensão para conseguir autorização das famílias para que doem os órgãos dos falecidos. Dessa maneira, é necessário debater sobre os dilemas da doação de órgãos no Brasil.
Em primeiro plano, a doação de órgãos só é válida se a família consentir. Entretanto, cerca de 43% das famílias, segundo a Assossiação Brasileira de Transplantes de Órgãos a (ABTO), negaram a doação dos órgãos do seus falacidos pós morte cerebral (encefálica) comprovada. Isso ocorre, principalmente, pela falta de informação sobre a doação e por não saberem sobre a morte encefálica, que leva assim, a uma dúvida das famílias em relação a doação.
Além disso, menos 50% dos órgãos potencialmente aptos para transplante por falta de notificação dos casos de morte encefálica, despreparo das equipes que abordam as famílias dos doadores e infraestrutura hospitalar inadequada para manter o doador até a retirada dos órgãos. Um exemplo é o caso de uma mulher de 44 anos que teve morte cerebral, em Goiânia, e não pôde doar seus órgãos por falta de UTI e equipamentos.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a mudar essa realidade. Uma alternativa é a Receita Federal disponibilizar parte dos impostos arrecadados para os estados investirem em infraestruturas dos hospitais, como na construção de mais UTI. Também é importante a conscientização da população através de campanhas educativas promovidas pelas secretarias municipais, para ensinar sobre o processo de doação.