Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 14/05/2021
Segundo o filósofo contratualista John Rawls, o Estado é garantido por garantir o bem-estar da população. Entretanto, o que ocorre no Brasil é o oposto do que o pensador prega, tendo em vista que muitas pessoas têm sua saúde prejudicada, devido à ineficiência no processo de doação de órgãos. Esse cenário negativo ocorre principalmente devido à ineficiência estatal no processo de doação e conscientização da população.
Em primeiro plano, é notável que a omissão estatal corrobora para o problema. Nesse sentido, vale citar que, pelo atual sistema de leis brasileiro, é necessário que a família do doador aceite a vontade a vontade do falecido, mesmo que esse deixe sua vontade expressa, configurando um problema para o aumento da doação de órgãos, já que a vontade do doador não pode ser comprovada.
Em uma segunda análise, cabe ressaltar a falta de acesso à informação sobre a doação de órgãos como um fator propulsionador do problema. Para Paulo Freire, a educação é essencial no processo de mudança da sociedade. Dessa forma, nota-se a importância do acesso à informação para a resolução problema, já que grande parte da população sequer sabe da possibilidade de ajudar pessoas após seu falecimento.
Portanto, é necessária a atuação estatal para o aumento da doação de órgãos no Brasil. Para tanto, urge que o Ministério da Educação, em parceria com as grandes empresas midiáticas, promulgue campanhas educativas a respeito da importância desse ato. Essas campanhas devem conscientizar sobretudo os jovens, por meio de eventos escolares, para que esses tornem-se possíveis doadores e levem esse conhecimento às suas famílias, essenciais no processo de doação. Dessa maneira, os jovens - futuros adultos - se tornarão mais conscientes e propensos a reduzir esse problema.