Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 30/03/2021

A Constituição Federal de 1988, em seu Artigo 5º, garante a toda a sociedade o direito à vida. No entanto, na contemporaneidade, muitos brasileiros possuem esse seu direito violado em razão dos dilemas presentes na doação de órgãos no País. Dessa forma, entende-se como duas causas latentes do problema a falta de informação e a crença religiosa.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a falta de conhecimento dos cidadãos acerca do assunto dificulta ainda mais sua resolução. Nesse sentindo, o filósofo Schopenhauer afirma que o entendimento do mundo de uma pessoa é limitado pelo seu campo de visão. Sendo assim, é possível compreender o porquê da baixa compreensão dos indivíduos sobre a doação de órgãos ter tamanha influência na questão, visto que, na maioria dos casos, os responsáveis pelo possível doador se sentem intimidados e desamparados pelo processo e, em função desse fator, acabam por não permitir o ato.

Em segundo plano, outra dificuldade enfrentada é a questão da religiosidade. Diante disso, vê-se no Egito Antigo que a crença dessa civilização em vida após a morte promoveu a mumificação dos faraós desse período histórico, para que assim, após sua passagem, eles pudessem continuar vivendo suas vidas. Sob essa óptica, pessoas muito firmes em sua fé, assim como os egípcios, veem essa ação como um impasse para a garantia de que seus entes terão uma boa vida após seus falecimentos.

Portanto, é notório que os dilemas provocados por essa problemática afetam diretamente o Brasil. Por isso, cabe ao Ministério da Saúde, em conjunto aos meios midiáticos, criar, por meio de campanhas publicitárias, que informem à população quanto a importância da doação de órgãos, a fim de aumentar esse ato. Esses projetos ocorreriam tanto no meio presencial quanto no meio online, com o objetivo de alcançar um maior número de pessoas, neles estariam presentes médicos e pessoas que já receberam órgãos doados, para falar sobre a relevância da doação. Com ações como essa, a Carta Magna seria respeitada e o Brasil caminharia em direção a um futuro melhor.