Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 08/04/2021

“A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”. Essa frase é do autor Franz Kafka, que tem como objetivo exprimir que qualquer ato de solidariedade tem que ser uma ação indivídual de cada ser humano. Da mesma maneira, em questão aos dilemas da doação de órgãos, o ato de solidariedade com o próximo ao fazer uma doação, pode salvar muitas vidas. Assim, é necessário estar atento a desinformação do processo perante a população e a falta de investimento em uma saúde preventiva.

Primeiramente, nota-se no governo a falta  de empenho no processo de conscientização, que tem como efeito a desinformação das pessoas sobre o assunto. Esse fato é comprovado pelo Jornal Opção que afirma: “desinformação sobre os procedimentos e o preconceito fazem com que muitas famílias enlutadas se neguem a doar órgãos de seus entes queridos.” Desse modo, sujeitando aqueles que lutam pela vida tendem a ter mais sofrimento e espera. Como consequência, aumentando o número de pacientes nas filas de tranplantes e diminuindo suas esperanças.

Outrossim, é importante ressaltar a cultura sobre a falta de investimento na saúde preventiva e não curativa. Isso decorre, devido a uma cultura que se deve curar doenças, mas não preveni-las. Ademais, é extremamente errado, mas muito comum um paciente ser hipertenso ou diabético, mas daqui alguns anos ter doenças nos rins ou coração. Desarte, como diz o ditado popular  “é melhor prevenir do que remediar”. Contudo, é necessário mais cuidados com a saúde quando o assunto é prevenção.

Portanto, diante dos aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Ministério da Saúde, deve remodelar as políticas públicas, por meio de disseminação de postos de sáude, para que esses postos mapeiam os pacientes e façam suas preventivas. Dessa forma, será possível garantir a diminuição na fila de transplantes. Afinal, conforme o filosófo Séneca “É parte da cura o desejo de ser curado”.