Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 22/04/2021

No ano de 1954 o médico Joseph Edward Murray foi responsável pela realização do primeiro transplante bem sucedido, o que lhe garantiu o Prêmio Nobel de Medicina. No entanto, muitos brasileiros são indiferentes à essa conquista uma vez que o número de doadores não se aproxima do necessário, tanto pela falta de ações solidárias quanto pela rejeição das famílias.

Em primeira análise, é válido citar como o individualismo pode interferir de maneira negativa nessa problemática. De acordo com o filósofo Adam Smith a benevolência humana é uma fraqueza. Esse egocentrismo presente na filosofia de Smith se faz fortemente presente na sociedade brasileira, o que pode ser notado pela insuficiência de doações de órgãos no Brasil. Dados publicados pelo G1 mostram que, em 2018, enquanto mais de 32 mil pessoas aguardavam doação, apenas 26 mil transplantes foram realizados.

Além disso, um entrave é a recusa dos familiares a doar os órgãos. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, a taxa de negação da família é de 43%. Entre os motivos estão: religião, crenças e falta de informação. Desse modo, fazer campanhas que informem e conscientizem é necessário.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde tome medidas acerca desses entraves, por meio de campanhas de conscientização nas mídias, como redes sociais e canais de televisão, para que mais vidas possam ser salvas através das doações.