Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 13/05/2021

Fila da Esperança

É notório que, a doação de órgãos ainda é um assunto muito polêmico nos dias de hoje e pouco debatido pela sociedade. Mesmo o Brasil sendo o segundo maior transplantador do mundo, ainda há cerca de 35000 pessoas na fila de espera, mostrando o quão importante seria uma discussão maior sobre esse tema.

Em primeiro lugar, há vários motivos que impedem que a doação de ógãos seja realizada, mas o principal deles é a negação familiar. Em 2018, cerca de 43%  das famílias recusaram o transplante de órgãos, por motivos como religião ou até mesmo em casos de morte cerebral, em que os parentes demoram muito para aceitar que o quadro é irreversível.

Convém lembrar que, orgãos podem ser doados tanto em morte( coração, intestino, córnea, pâncreas, etc), quanto em vida (medula óssea, rim, fígado e pulmão), ressaltando que o órgão mais desejado é o rim, cerca de 26.507 pessoas esperam pelo mesmo. Nunca é demias destacar a importância da doação de sangue, que assim como os transplantes, podem salvar vidas.

Além disso, quem se foi não volta mais, não poderá utilizar nada de seu organismo, porém há milhares de pessoas que estão em uma fila imensa na esperança de ter uma segunda chance. Um único doador pode salvar até 20 vidas. Um orgão não doado, é literalmente descartado.

Logo, os que desejam ser doadores, devem sempre alertar sua família sobre, até porque no Brasil, só a família pode liberar a doação. Assim como o governo e até mesmo os próprios cidadãos, poderiam fazer campanhas, palestras e comerciais, alertando a importância do transplante de órgãos, para que em um futuro próximo, mais pessoas possam “reutilizar” orgãos.