Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 28/05/2021
No longa “Um ato de coragem” o protagonista Jonh Archibald, diante de inúmeros problemas financeiros, vê-se impotente quando seu filho Michael necessita de um transplante de coração para sobreviver. Apesar de recorrer ao estado, Jonh não consegue auxílio para arcar com os altos custos do procedimento. Diferente da ficção estadunidense, o Brasil, por meio da lei 8.080/1990 que instituiu a criação do SUS, não cobra dos pacientes os gastos com o transplante de orgãos e tecidos. Entretanto, o país necessita de aumentar o número de doadores para corresponder a demanda das extensas listas de espera por transplante. Nesse sentido, é essencial observar o papel da família e do atendimento humanizado.
Inicialmente, é importante entender que os familiares de possíveis doadores são os responsáveis, segundo a jurisdição brasileira, por determinar a concretização das doações. Infelizmente, muitas famílias são contrárias ao procedimento. Tal realidade diverge do “Princípio da maior felicidade” proposto pelo filósofo Jonh Stuart Mill, em que as decisões e ações humans devem ser tomadas no intuito de beneficiar o maior número de pessoas. Dessa forma, é possível perceber a dificuldade dos familiares em ter empatia e preocupação, com a felicidade de pacientes que aguardam transplante, quando estão imersos na dor da perda.
Por conseguinte, faz-se necessário a presença de pessoas capacitadas para atender os familires de doadores, assim como para expor a importância da doação. No documentário “SUS 30 anos”, é demonstrado como a humanização no atendimento de pacientes e familiares contribuem para a rebilitação física e emocional dos mesmos. Dessa forma, o aumento do tratamento acolhedor nos diversos profissionais da saúde, como enfermeiros, técnicos e médicos, podem auxiliar na redução das longas filas de transplante, assim como amparar os familiares em sofrimento.
Destarte, medidas são necessárias para atenuar a problemática. O Ministério da Saúde, por meio de um projeto de lei entregue á Câmara dos Deputados, deve destinar um maior pecentual finaceiro para a especialização de profissionais que lidam diretamente com familiares de doadores de orgãos. Tal ação pode ocorrer por meio de palestras e seminários ministrados por psicólogos e/ou psiquiatras, tendo em vista que esses são profissionais aptos para lidar com a saúde mental. Certamente, tal ação ampliará os benefícos imensuráraveis do SUS.