Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 07/08/2021

O brasil se destaca como doador de órgãos com 90% das doações sendo financiada pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Apesar disso ainda existe escassez de informação do procedimento, falta de infraestrutura hospitalar e o medo de tráfico, o que acaba levando as famílias negarem a doação de órgãos de seus entes falecidos.

Pode-se analisar que mesmo que haja doadores de órgãos há uma infraestrutura hospitalar escassa como a falta de uma equipe profissional completa para dar o tratamento adequado, composta por enfermeiros, terapeutas, fisioterapeutas e psicólogos para dar apoio aos familiares. Além disso há insuficiência de equipamentos para todos os pacientes nos hospitais públicos, que acaba gerando grande filas de espera para diversos tratamentos não apenas transplante, causando assim uma precariedade no setor de saúde e maior demora na realização de doação de órgãos.

Ademais para que a doação de órgãos ocorra é necessário que a família do doador permita porém há a persistência da negação por parte dos familiares, causado por conta da grande escassez de informações sobre o assunto. Começando pela dificuldade do entendimento da morte encefálica que é a parada irreversível das funções do cérebro enquanto seus outros órgãos vitais continuam funcionando levando os familiares a crerem que possa ocorrer um milagre. Outro fator é a desconfiança de informações que são fornecidas pelos médicos que aumenta a suspeita de corrupção e comercio ilegal de órgãos.

Diante disso é necessário que o governo promova a conscientização da doação de órgão através de companhas e utilizando a mídia por ter um grande alcance na população, e regulamentar a legislação para que seja válida a decisão tomada pelo doador em vida, ao invés de depender da permissão de familiares, para que então ocorra uma maior doação de órgãos no Brasil.