Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 21/06/2021

A série “Grey’s Anatomy”, que retrata o trabalho e a vida de médicos e residentes de um hospital localizado em Seattle, em um de seus episódios, mostra a dificuldade vivida por um paciente, Denny Duquete, que estava na fila para um transplante de coração. Fora da ficção, é notório também o dilema da doação de órgãos no Brasil. Uma das causas disso é a falta de informação no que tange à doação de órgãos, juntamente com a falta de infraestrutura nos hospitais.

A priori, uma das causas do dilema é a desinformação sobre o ato de ser doador. Uma vez que não são sucedidas instruções sobre tal ato, ocorre a queda do índice de doação de órgãos no país. O transplante só ocorre se houver a morte encefálica do paciente, o que se acontecer é irreversível, e como muitas vezes essa informação não chega até a família, dificulta que elas sejam a favor do transplante dos órgãos do parente, que, para serem doados, precisam da sua autorização.

Outrossim, é importante frisar que a escassez de infraestrutura hospitalar é outra causa que agrava o impasse. É explicíto que para a chegada de órgãos a hospitais, é necessário a presença de infraestrutura para recepção e armazenamento dos órgãos doados, assim como equipamentos adequados para realização dos transplantes.

Infere-se, portanto, a necessidade de maiores investimentos na rede hospitalar e em informações sobre o ato de ser doador de órgãos. Para isso é necessário que o Governo Federal aumente as verbas destinadas à hospitais, e que o mesmo, em parceria com emissoras de tv, promova campanhas e comerciais que deixem explícito o valor e a necessidade de doar órgãos, com o propósito de ressignificar a reação da população diante dessa vicissitude.