Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 02/08/2021

Segundo a associação brasileira de transplantes de órgãos (ABTO) 43% das famílias recusaram a doação de órgãos de seus parentes após morte encefálica comprovada. “um doador pode salvar até oito pessoas “ lembra Valter Garcia. Apesar de a doação poder salvar inúmeras vidas, uma grande massa continua se negando a aderir pelo método da doação. Esse fator ocorre muitas vezes pela falta de informação sobre a morte encefálica, um quadro praticamente impossível de se reverter, onde parentes por motivos emocionais não permitem que os órgãos sejam retirados com a esperança que o paciente ainda esteja vivo.

Certamente, para ser doador tem que ter morte encefálica, que é a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro, porém muitos familiares acreditam na súbita sobrevivência do paciente não autorizando com que seus órgãos sejam retirados e doados a pessoas da fila de espera ocorrendo assim a queda da taxa de transplante ocorridos com sucesso no Brasil.

Portanto um exemplo disso é que de acordo com a (ABTO) de 6 mil pessoas que tiveram morte cerebral ( em 2012 ), somente 1.800 se tornaram doadores, ou seja, ainda existe uma aderência muito baixa em relação á esses números.

Dessa forma é possível aferir que por conta da falta de esclarecimento desses indivíduos acerca do processo da retirada de órgãos e esclarecimentos sobre a morte encefálica, a tendência natural é a negação. Em suma, é visível que o obstáculo da desinformação e do desconhecimento precisam ser superados. Assim é dever do ministério da educação com parcerias incluir o ensino detalhado do procedimento e da importância da doação de órgãos nas aulas de biologia destinadas ao ensino médio, com o intuito de esclarecer dúvidas e ressaltar a garantia que em uma possível situação de decisão tenham completas condições e aprofundamento desse assunto para tomarem uma decisão para o bem geral.