Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 12/08/2021

A série “The Good Doctor”, retrata a vida de um jovem médico autista nos Estados Unidos, em alguns episódios, é possível acompanhar o drama vivido pela famílias dos pacientes que necessitam do transplante de órgãos para sobreviver. Fora da ficção, não é diferente já que muitas famílias no momento do falecimento de seus entes queridos se recusam a autorizar a doação dos órgãos, uma vez que o consentimento da família é obrigatório. Entretanto, para que o transplante aconteça, outros fatores também então envolvidos, como por exemplo, se o médico tem preparo adequado para realizar a operação. Nesse sentido, convém analisar os fatores que contribuem para essa problematica.

Primeiramente, é possível destacar que a falta de doadores está relacionada com a recusa familiar, já que 46% dos parentes não permitem a transferencia dos órgãos. Todavia, é importante ressaltar que a doação de órgãos salvam vidas, trás alegria e uma longa caminha para quem recebe. Paralelamente a isso, como dito por Yang, uma das médicas do seriado “Grey’s Anatomy”, “chega a ser desperdício enterrar um órgão saúdavel enquanto ele poderia mudar a vida de outro cidadão”. De fato, enterrar um órgão saúdavel, que pode trazer um novo começo para outra pessoa, é como jogar no lixo o resto da trajetória de alguém.

Ademais, é válido salientar que os cuidados médicos, tanto com o órgão, quanto na hora do transplante, devem ser minucioso e sempre monitorados para ter certeza que tudo ocorrerá bem. Visto que, como mostrado em dos episódios da série “Grey´s Anatomy”, uma das médicas, durante o transplante acaba rasgando suas luvas com as unhas, e como consequência furando o novo coração da paciente. Além de que, é indiscultível garantir que o doador e o receptor são compatíves é indispensável. Assim, é ilógico pensar que, num país dito ser desenvolvido, a doação de órgãos seja colocada em segundo plano.

Portanto, medidas devem ser tomadas para que o problema seja resolvido. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsavél pela proteção e recuperação da saúde da população, por meio de controlar as doenças melhorando a vigilância à saúde, criar não somente campanhas para consientizar a família dos doadores, mas também, juntamente com o Poder Legislativo, criar leis com penalidades para os profissionais que faltarem com cuidado no momento do transplante. Tais ações tem o intuito de melhorar o sistema de transplante, e assim levar melhoria de vida para aqueles que estão na fila para receber um órgão. Dessarte, os desafios atrelados aos dilemas da doação de órgão seram mitigados, e o pensamento negativo da população sobre a concessão dos órgãos poderá ser consumado na nação.