Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 23/08/2021

Uma morte que salva vidas

O sucesso do primeiro transplante cardíaco em 1972, na África do Sul, marcou a história da medicina ao proporcionar uma chance de sobrevivência aos pacientes cuja condição médica era fatal. Entretanto, a dinâmica contemporânea de doação de órgãos encontra-se em deplorável impasse devido, fundamentalmente,  à mistificação acerca da morte cerebral e desinformação popular sobre o processo  de retirada e redirecionamento de órgãos.

Primeiramente,entende-se o entrave na autorização da doação de órgãos como a síntese entre a fragilidade emocional ocasionada pela perda do ente querido e a mistificação da morte cerebral, devido à desinformação popular sobre a irreversibilidade do coma e perda total das capacidades vitais do organismo.Outrossim, a ilusória crença do retorno consciente do paciente é exemplificada por meio da morte do personagem George O’maley , no seriado da Netflix “Grey’s Anatomy”, cuja autorização de doação de órgãos foi negada pela família.

Não obstante, a desinformação acerca da regularidade médica no processo de transplante é causa primordial do desencarne massivo daqueles que esperam por um órgão na SNT-Sistema Nacional de Transplantes- .Tal problemática é abordada na obra “Procura-se por um coração” ,por meio da narrativa de Marcela,adolescente de 16 anos que enfrenta os desafios da lista de espera de transplantes.

Mediante à importância da doação de órgãos para milhares de vidas,é de suma crucialidade que a OMS-Organização Mundial de Saúde- e Ministério da Educação ajam, respectivamente, desmistificando o processo de transplantes por propagandas informativas e promovam debates obrigatórios, nas instituições escolares, acerca da necessidade de doadores para a dinâmica do sistema de saúde.Desse modo, projeta-se progressivo aumento da disponibilidade de órgãos doados e maior eficiência na cura de doenças que carecem de transplantes.