Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 29/08/2021

A série médica americana Grey’s Anatomy mostra diversos casos os quais a doação de órgãos é complicada pela recusa da família e por dificuldades na infraestrutura hospitalar. Fora das telas, o Brasil enfrenta problemas similares, pois com a falta de informação e incentivo acerca desses procedimentos, somada com a estrutura hospitalar insuficiente, impede um maior número de doadores no país.

Nesse contexto, é válido ressaltar a premissa de que a morte é um assunto sensível e precisa ser tratado de maneira delicada. Além disso, a disseminação de informações e o incentivo a respeito da doação de órgãos é insuficiente, causando receio na aceitação de realizar esse procedimento pela família. Sob essa ótica, pode-se mencionar a Espanha, país com maior índice de doações, o qual coloca a importância desse assunto em pauta desde cedo, nas escolas, corroborando com a disponibilização de doadores. Dessa forma, é possível notar que a doação de órgãos precisa ser debatida, esclarecida e incentivada, visto que tal ação pode salvar diversas vidas.

Outrossim, convém enaltecer a ausência de uma infraestrutura capaz de realizar os transplantes, assim como profissionais capacitados nos hospitais, que muitas vezes falham em detectar morte encefálica. Diante disso, além de não haver doações suficientes, o despreparo dos hospitais contribuem com o impedimento do recebimento de novos órgãos. Ademais, de acordo com a Emenda Constitucional 95, os gastos públicos com a saúde ficarão congelados até 2036, tornando imprescindível uma mudança do Estado, já que é seu dever assegurar o bem-estar do cidadão.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, responsável por garantir uma vida saudável a população, em parceria com o Ministério da Educação, promova campanhas que debatam a importância da doação de órgãos por meio de palestras. É preciso também, a melhoria de hospitais e a especialização dos médicos. Desse modo, o número de doadores irá aumentar.