Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 14/09/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra”. A frase retirada do poema de Carlos Drummond refere-se a um determinado problema enfrentado pelo indivíduo. Nota-se que, na interpretação do trecho, os dilemas da doação de órgãos podem ser associados a essas pedras, causado, muitas vezes, pela falta de conhecimento da população e sendo responsável pela escassez do banco de órgãos. Com isso, há necessidade de soluções.

Primeiramente, o filme “2 corações” aborda a história de um jovem que faleceu repentinamente e com todos os órgãos em funcionamento. Diante disso, o pulmão desse jovem salvou a vida de um homem que possuía uma doença pulmonar. Todavia, a falta de conhecimento da família quase foi um empecilho, uma vez que eles não aceitavam que os órgãos do parente estivessem em outros corpos. Analogamente, no Brasil, essa falta de informação também se faz presente, visto que é necessário a concordância da família para que ocorra o transplante. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 43% das famílias rejeitam a doação.

Ademais, de acordo com o filósofo Noberto Bobbio, a dignidade humana é uma característica intrínseca ao homem, capaz de dar-lhe direito ao respeito pela parte do Estado. Desse forma, em 2019, de acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos, 45 mil pessoas estavam na fila por um órgão. Tal dado fere a dignidade humana, uma vez que as pessoas na fila ficam à espera de um órgão, muitas vezes “entre a vida e a morte”. Tal fato pode ser mudado se a população possuir conhecimento acerca do assunto e da importância da doação dos órgãos.

É necessário, portanto, que haja mudança nesse cenário. Logo, o Ministério da Saúde deve criar a “Semana do Transplante”, a qual apresentaria a importância da doação, por meio de palestras. Por fim, o evento seria de fácil acesso, por meio de canais de televisão aberta, como a rede Globo, a fim de que ocorra a cosnscientização da população. Por conseguinte, a doação de órgãos não será uma “pedra”.