Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 07/09/2021
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a medicina global se mostra em constante progresso. Como exemplo, tem-se a doação de órgãos, a qual representa uma prática difundida mundialmente. Porém, no Brasil, tal ação apresenta dilemas que dificultam sua ascensão, como a cultura religiosa e a falta de informação.
Primeiramente, é importante ressaltar que, no território nacional, a doação de órgãos, em caso de falecimento do paciente, deve ser decidida pela família - a qual, nem sempre, está apta a autorizar o processo. Isso pode ocorrer devido a preceitos religiosos enraizados na sociedade brasileira. Assim, acreditando em um “último milagre” divino, muitas famílias negam a prática, afetando, consequentemente, o destino de diversas pessoas.
Além disso, tem-se que a escassez de informação sobre os mecanismos da doação. Nota-se, paradoxalmente, o contrário desse cenário em países com os melhores serviços de captação de órgãos, como os Estados Unidos, uma vez que a temática está inserida no cotidiano dos cidadãos. Paralelamente, como tal educação é precária no Brasil, naturaliza-se a falta de informação, que compromete o futuro de possíveis receptores.
Portanto, percebe-se a necessidade de resolução dos dilemas acerca da doação de órgãos no Brasil. Para isso, a família, como instituição formadora do indivíduo, deve inserir discussões sobre o tema, demonstrando suas dúvidas, questionamentos e crenças, a fim de diminuir as dificuldades de uma decisão futura. Além disso, é essencial que o Ministério da Saúde, por meio de médicos e psicólogos, promova maior suporte hospitalar a pacientes e seus familiares para desmitificar a doação. A partir dessas medidas, o Brasil poderá melhorar seus índices, aproximando-o aos melhores do mundo.