Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 10/09/2021
A atriz e cantora Selena Gomez, em 2017, após um problema de saúde, precisou de realizar um procedimento cirurgico de transplante do rim, no qual, sua amiga, Francia, foi a doadora. Em contrapartida, fora do cenário familiar e do contexto em que o doador esta vivo e se voluntariou, existe um dilema da doação de órgãos. Nesse contexto, pode-se inferir a falta de informação da população e a pouca infraestrutura fornecida pelo Estado.
Em primeira análise, é fundamental abordar que foi no século XX, com a Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, com a Guerra Fria, que a medicina teve sua era de ouro com diversos avanços, entre eles o transplante. Dessa meneira, apesar dessas evoluções em um cenário mundial, ainda existe a problemática da falta de informações para população leiga no assunto. Desse modo, uma parcela da sociedade não sabe que é necessário uma autorização e consentimento do indivíduo e dos familiares em vida para que os órgãos sejam doados pós-óbito. A exemplificar, de forma comparativa, a série televisiva Greys Anatomy, em um de seus episódios, retrata uma mãe, após perder seu filho, com receios sobre deixar ou não os órgãos do garoto serem doados, ela autoriza depois da doutora retratar a importância de ser um doador e salvar vidas.
Apesar disso, conforme o jornal R7, o Brasil é o segundo maior doador de órgão no mundo (2019). Contudo, dados disponibilizados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram que apenas cerca de 30% desses conseguem ser utilizados a tempo. Diante desse contexto, é necessário evidenciar a falta de infraestrutura de boa qualidade para que se possa receber tais órgãos. Assim, segundo a Constituição Federal Brasileira, em seu artigo 6°, todo cidadão tem o direito a saúde. Entretanto, com a negligência de melhores infraestruturas, tal direito é negado.
Em suma, medidas são necessárias para solucionar o dilema da doação de órgãos. Nesse viés, o Governo Federal, em seu papel de gestor do país, deve inserir medidas de melhorias nas infraestruturas, por meio da inserção de mais centros para recepção de órgãos, além disso, deve, com o apoio de canais televisivos em rede aberta, inserir campanhas de divulgação sobre a importância de ser um doador, a fim de aumentar o número de doadores e infraestruturas dos locais onde órgãos são recebidos.