Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 02/10/2021

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgão, atualmente, de cada 100 famílias, 43 se recusam a fazer doação, assim, diminuindo de forma considerável o número de cessão de órgãos. Nesse contexto, a falta de informação, bem como a carência de investimento agravam a questão do dilema da doação de órgãos no Brasil.

Em primeiro plano, é relevante abordar que a ignorância de informação é um dos fatores que agravam o problema. Nesse contexto, na sociedade brasileira em 2017, o número de doadores teve um aumento de 15%. Embora seja um grande crescimento, ainda não é o suficiente para atender a demanda de pessoas na fila de espera de transplante. Dessa maneira, por desconhecimento do processo de doação, quais órgão podem ser doados e como ser um doador, a problemática ainda permanece como um tabu.

Ademais, outra dificuldade enfrentada é a questão da carência de investimento. Nesse sentido, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. No entanto, para agir sobre problemas coletivos, como a questão da coleta de órgãos doados, é preciso investimento massivo, visto que, muitos hospitais não possuem estruturas ou profissionais aptos para realizar coleta de órgãos.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o entrave. Para isso, urge que o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, intensifique as campanhas já existentes nas mídias sociais, por intermédio de palestras online e “lives” com médicos especialistas sobre o assunto, com a finalidade de conscientizar a população a respeito da escassez de concessão de órgãos. Assim, o número de doação de órgãos poderá aumentar.