Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 29/09/2021
Em 1954, o médico Joseph Edward Murray realizou o primeiro transplante de orgão vital no mundo. No contexto atual, parte substancial de brasileiros são indiferentes à descoberta de Murray . Sob esse enfoque, destacam-se a escassa propagação acerca da necessidade da doação de orgãos e a ausência da capacitacão de profissionais da saúde para orientar familiares de possíveis doadores.
Primordialmente, é preciso apontar a escassa propagaçao acerca da necessidade da doação de orgãos como entrave para a realização de transplantes no país. Isso porque a negativa familiar é fruto da tese citada anteriormente, pois os familiares possuem desconhecimento do que consiste a morte encefálica - caracterizada na completa e irreversível perda de todas as funções cerebrais-, porém os demais orgãos continuam sadios e realizando as suas respectivas responsabilidades até determinado tempo , podendo ser entregues para receptores que exigem deles para sobreviverem . Entretanto, devido a ineficiência de informações sobre o assunto, alguns responsáveis pelo falecido acreditam que cedendo partes do organismo de seu parente que ocorrerá de fato a morte. Prova disso, é a matéria jornalística da “Agência Brasil” , a qual afirma que o principal motivo para não doação de um órgão é a negativa familiar.
Outrossim, a ausência da capacitação de profissionais da saúde para orientação dos familiares é igualmente importante de ser argumentado. Para tal apontamento, é justo analisar o documentário “Anjos da vida- Em busca da doação de orgãos”, o qual apresenta o relato de uma mãe que perdeu seu filho, decorrente de um aneurisma cerebral e resolveu doar coração, pulmão e rins da criança, a iniciativa foi graças aos profissionais que instruíram e respeitaram o luto da genitora , além disso, os agentes de saúde explicaram todo processo que seria realizado no menino para a retirada dos orgãos. Portanto, é essencial que médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e todos os outros envolvidos na aréa da saúde sejam qualificadas para a orientação dos parentes na decisão da realização do trasplante ou não , devendo ser respeitada de qualquer maneira.
Logo, o Ministério da Saúde- responsável por efetivar processos relacionados à saúde pública no país- deve atuar diretamente na desconstrução do imaginário da população de que o indivíduo que sofre de morte encefálica é capaz de retornar à vida novamente, ao veicular, nos meios de comunicação de massa, campanhas educativas que abordem a importância da doação de órgãos e como é realizado todo o processo. Ademais, campanhas com depoimentos de familiares que aceitaram doar os orgãos dos parentes podem ser incluídos .Com essas medidas , objetiva-se liquidar efetivamente os dilemas da doação de orgãos. Dessa maneira, a conquista do médico Joseph Edward Murray não será inútil.