Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 26/10/2021

A doação de órgãos no Brasil pode ser feita durante a vida e também após a morte, desde que a família do finado autorize. Posto isso, o número de respostas negativas ainda é muito grande, dado que a lista de espera para transplantes aumenta cada vez mais. Dessa forma, aqueles que precisam de um órgão ou tecido acabam não resistindo ao tempo na fila, devido à desinformação sobre o assunto.

Nota-se, a princípio, que os familiares, muitas vezes, não permitem a doação porque não compreendem o diagnóstico de morte encefálica. Assim, a Lei nº 9.434 de 2017, conhecida como “Lei dos Transplantes”, determina que a doação de órgãos e tecidos após a morte só pode ser realizada quando for constatada a perda completa e irreversível das funções encefálicas cerebrais, por médicos capacitados e especialistas. Uma vez que o indivíduo comunicar para sua família seu desejo de doar órgãos, não terá tantas recusas dos parentes, já que estarão cientes das vontades do recém-falecido.

Outrossim, vale destacar que a retirada dos órgãos, o armazenamento e o transporte até o receptor são processos muito frágeis e sensíveis. Sendo assim, é necessário agir cuidadosamente, visto que cada órgão tem um tempo de isquemia para poder fazer o transplante corretamente. À vista disso, é delicado e oneroso esse trajeto até o receptor, e requer precauções dos profissionais qualificados envolvidos, com o intuito do órgão ou tecido chegar sadio para o paciente.

É evidente, portanto, que os obstáculos para doação de órgãos precisam ser superados. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente a mídia, divulgar informações sobre os requisitos para quem deseja ser um doador vivo, de modo a apresentar as estatísticas sobre os transplantes realizados e o número de pessoas na fila de espera. Dessa maneira, haverá mais pessoas dispostas a concessão, a fim de aumentar o número de famílias que autorizem a doação de órgãos de entes já falecidos. Somente assim diminurá as mortes pela espera de órgãos.