Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 24/10/2021

Na série “Memory Love’’, é retratada a história de Xiu Kai, um doador de órgãos, que após um acidente de carro morre, porém sua morte salva a vida de Shao Tien, que possuía uma condição rara no coração. Não obstante da ficção, a doação de órgãos salva diversas vidas, porém no Brasil o número de doadores é inferior ao de receptores, tal problemática dá-se principalmente a desinformação.

Primeiramente, segundo pesquisas da ABTO-Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos- 43% das famílias recusam a doação dos órgãos dos seus entes, as negativas normalmente ocorrem ou pela falta de conhecimento sobre os procedimentos, ou pela desconfiança no laudo de morte do paciente, que em muito dos casos está apenas vivo por aparelhos, tendo em vista a morte encefálica.

Além disso, é válido ressaltar que para cada 17 doadores existem 1 milhão de receptores na fila de espera, segundo dados dos ministério da Saúde, das 6.476 mortes encefálicas de 2018, cerca de 2.716 doações foram recusadas, aumentando a fila de espera por um órgão. Porém, com a pandemia da covid-19 tais números tiveram uma queda de aproximadamente 8,4%, criando expectativas sobre a doação de órgãos no país.

Portanto, é mister que o estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que ocorra a diminuição da fila de espera por um órgão, urge ao Ministério da Saúde juntamente como o Ministério da educação, promover campanhas educacionais sobre doação de órgãos. Essa ação deve ser feita por meio de campanhas publicitárias, uma vez que ocorra a disseminação do conhecimento sobre a importância da doação de órgãos para toda a população, com o objetivo de se mitigar os impasses vivenciados pelo transplante de órgãos no Brasil.