Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 12/11/2021
Para Betinho,sociólogo brasileiro,o desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afimar cinco pontos fundamentais,entre eles destacam-se a solidariedade e a participação.Ao analisar a doação de órgaos pela visão do sociólogo,é inegável a relevância da empatia e da contribuição coletiva para o avanço da questão,no entanto alguns dilemas presentes na sociedade contribuem como um forte fator que dificulta o crescimento da doação de órgãos.Nesse viés,destacam-se as falhas na educação e na legislação.
É relevante apontar,de início,que a falta de conhecimento funciona como forte fator que corrobora com a perpertuação da problemática.Dados da pesquisa feita pelo Ministério da Saúde apontam que o principal motivo para a não doação de órgãos é a negativa familiar.Nesse viés,entende-se que a ausência de debate e informação sobre a morte encefálica,que é quando o indivíduo respira apenas por aparelhos artifíciais sendo o momento ideal para a retirada de órgãos,configura-se como um forte empecilho para o aumento do número de doadores no Brasil,visto que as famílias por desconhecerem que a morte cerebral é irreverssível não autorizam o procedimento pois acreditam que o familiar irá se recuperar.Desse modo,são imprescindíveis mudanças para reverter tal conjuntura.
Outrossim,falhas legislativas intensificam o problema.Sob a ótica do sociólogo Émile Durkheim,a sociedade é como um corpo e a saúde dependerá da coesão social,problemas internos colocam em xeque o bom funcionamento.Nesse sentido,a legislação brasileira dificulta a autorização da doação de órgãos,haja vista que mesmo que o indivíduo deixe um documento validando a doação caso ele vir a óbito,tal documento não tem validade legal e dessa forma apenas a família pode autorizar.Assim,como as leis brasileiras são rígidas em relação à essa autorização,problemas internos como esses colcam em xeque o bom funcionamento da saúde do país.
Portanto,em vista das problemáticas discutidas,medidas são necessárias para reverter esse quadro.Para que isso ocorra,o governo pode,em parceria com o Ministério da Saúde,fazer palestras informacionais sobre a irreversibilidade da morte encefálica com a finalidade de fornecer bagagem educacional para que os indivíduos possam tomar decisões positivas sobre a doação de órgãos.Por último, o Estado pode alterar a lei relativa a autorização da doação,de modo que o próprio doador possa validar a sua decisão em vida,a fim de flexibilizar a legislação e ,assim o número de concessões possa crescer.