Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 16/11/2021

Nos séculos XV e XVI, as pessoas tentaram transplantar tecidos de humanos e animais pela primeira vez, mas como o método ainda era incipiente, a infecção causou a morte do paciente. De maneira análoga a isso, com o avanço da tecnologia no Brasil ainda há dilemas na doação de órgãos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: De acordo com a Constituição de 1988 todos têm direito à saúde, e há um estigma sobre ser um doador.

Primeiramente, é indubitável que todos os cidadãos têm direito à saúde de acordo com a Constituição de 1988. Desse modo, o número de doadores caiu 6,5% de acordo com Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) no primeiro semestre de 2020. Contudo, o número de doadores estava aumentando gradativamente nos últimos anos, mas devido a entre os dois trimestres de 2020 e a queda maior: 26,1%. E o número de pessoas em filas de espera só aumenta.

Outrossim, é notório que há um estigma em doar órgãos. Dessa forma, segundo Martin Luther King, “toda hora é hora de fazer aquilo que é certo”. Sendo assim, é evidente que os brasileiros não aplicam essa frase, já que a grande parte não são doadores de órgãos. Uma pesquisa feita pela ABTO, mostra que 47% de familiares se recusam a doar órgãos de parentes falecidos, pois desejam preservar pelo corpo do familiar, uma desinformação que impede muitos de fazer aquilo que é certo e ajudar milhares de pacientes que esperam por um doador.

Em vista dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham ampliar o número de doadores no Brasil. Por conseguinte, cabe à Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos através da mídia, estabelecer debates e informações sobre como ser um doador e a devida importância. Somente assim, a população terá consciência de como tal ato é importante, no século XXI já há grandes avanços na tecnologia e podemos usar para fazer a coisa certa.