Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 20/11/2021

Vive-se, no Brasil, uma situação crítica com relação à doação de órgãos, visto que, segundo o jornal O Globo, as famílias não autorizam a doação em cerca de 50% dos casos. Isso acontece, em parte, porque tais familiares desconhecem os processos do procedimento e conceitos básicos como morte encefálica, duvidando da segurnça da doeção. Além disso, trata-se de uma pauta pouco explorada tanto em campanhas governamentais quanto em outras esferas, como a escolar, dificultando que a população assimile a importância desse ato e fique ciente dos pormenores do assunto.

A princípio, é relevante ressaltar que uma parte muito pequenadas mortes encefálicas é revertida em doação de órgãos. De acordo com a ABTO ( Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), apenas 1.800 doações das 6 mil possíveis em 2012 foram autorizadas pelas famílias dos pacientes com morte cerebral. Dessa forma, é possível aferir que por conta da falta de esclarecimento desses indivíduos  acerca do processo de retirada dos ógãos , a tendência natural é a negação, já que não é comum que campanhas sobre o tema sejam veiculadas na televisão ou nas redes sociais . Diante disso, há as pessoas que acreditam até que pode haver até roubo dos ógãos como forma de corrupção nos hospitais, complicando a situação de quem aguarda na lista de transplantes.

Outrossim, apesar de existir um bom funcionamento institucional quanto aos transplantes de órgãos, considerando que, ainda segundo o jornal O Globo, 93% dos procedimentos são feitos pelo SUS, pouco investe-se na assimilação individual acerca da importância da doação. Esse assunto e seus devidos esclarecimentos não são pautas comuns nas escolas, desde o ensino fundamental até o ensino médio, nem mesmo nas aulas de biologia.

Por conta disso, a temática fica pouco explorada e em eventual momento de decisão, a família reage com surpresa ao sugestionamento dos médicos sobre a importância da retirada dos ótgãos, não autorizando-a devido ao desconhecimento precisam ser superados com o fito de aumentar a quantidade de doações de órgãos. Assim, é dever do Ministério da Educação, por meio da modificação da BNCC (Base Nacionacional Curricular), incluir o ensino detalhado da doação de órgãos nas aulas de biologia destinadas ao Ensino Médio, com o intuito de introduzir previamente o conhecimento aos cidadãos brasileiros e garantir que em uma possível decisão que tenham de tomar sobre o asssunto, estejam em plenas condições de decidir conscientemente.