Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 04/03/2022

Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de mortalidade de pessoas que estão na fila de espera para a doação de órgãos aumentou absurdamente de 10% para 45% no ano de 2021. Essa situação está atrelada à baixa quantidade de doadores, sendo eles vivos ou falecidos, como também, o preconceito que é designado pela falta de informação e discussão sobre o assunto. Logo, é crucial solicitar às autoridades governamentais retificar tal problema.

Em primeira análise, evidencia-se que a pequena quantidade de doadores é por vários fatores, sendo eles: crenças religiosas, a não aceitação da manipulação do corpo e também a não compreensão da morte encefálica. Entretanto, tendo por base essas situações, sabe-se que ambos são impostos pela sociedade e pela má comunicação do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil problematizando ainda mais o óbice. Constata-se que o SUS é um dos maiores programas públicos que fazem transplantes de órgãos no mundo, mas os cidadãos brasileiros sabem que a realidade é outra, que é um processo demorado e longo.

Em segunda análise, é notório que o preconceito é um dos maiores fatores para a falta de doadores. Deriva-se que a falta de comunicação e desinformação, contribui bastante para o não entendimento da família sobre o problema, daí poder ser gerados pensamentos negativos e nem um pouco animadores sobre o problema. Segundo a ginasta brasileira Ana Paula Scheffer “Se você não fez nada de bom em vida, faça em morte!”. A partir dessa observação, entende-se que mesmo não ajudando na doação de órgãos em vida, pode escolher depois da morte.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar e contribuir para o sistema de saúde brasileiro melhorar essa situação. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Saúde e ao SUS, executar novas medidas de conscientização no corpo social e na família brasileira, através de palestras escolares, propagandas publicitárias nacionais levando informação suficiente para escolherem a melhor opção. Desse jeito, será possível vencer esse melancólico desafio que o povo brasiliense ainda tem que enfrentar.