Dilemas da doação de órgãos

Enviada em 07/11/2022

Em 1954, o médico Joseph Edward Murray realizou o primeiro transplante de órgão, o que lhe concedeu o Prêmio Nobel de Medicina. Contudo, no Brasil, essa conquista não é devidamente valorizada, haja vista os dilemas da doação de órgãos. Isso se deve à desinformação e aos estereótipos desse processo. Logo, é preciso debater esse cenário.

Com efeito, destaca-se a carência de informações sobre os transplantes. Se-gundo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), os meios e a importância de se tornar um doador não são ensinados nas escolas brasileiras. Isso é preocupante, visto que os alunos não obtêm o conhecimento a respeito dos procedimentos da doação de órgãos, de maneira a ignorar ou negligenciar essa questão. Por conse-guinte, muitas pessoas continuam a sofrer a ausência de tais peças humanas e, com frequência, falecem por causa disso.

Ademais, vale citar os estereótipos do mecanismo em contexto. Nessa ótica, tem-se como base a série “Chambers”, cujo enredo mistifica e fantasmagoriza a doação de exemplares anatômicos. Esse panorama é nocivo, pois incentiva a disseminação de medos e desconfianças acerca desse processo, de modo a contribuir com a es-cassez de transplantes de órgãos. Ante o exposto, nota-se que a estereotipização impede o aumento de doadores.

Portanto, é necessário solucionar a problemática discutida. Para tal, a fim de di-fundir a cultura do transplante de órgãos, cabe aos agentes governamentais, a exemplo dos Ministérios da Saúde e da Educação, inserirem essa temática na BNCC, mediante a contratação de professores capacitados em orientar e estimular o ato de se tornar um doador, de forma a combater a desinformação e os estereó-tipos nessa pauta. Destarte, a conquista de Joseph Edward Murray será enaltecida.