Dilemas da doação de órgãos
Enviada em 28/10/2022
Em abordagem com a sociedade egípcia, na Antiguidade, era comum a prática da mumificação, na intenção de preservar o corpo na crença da reencarnação. Nessa analogia, essa cultural ainda reflete na sociedade atual brasileira, sobretudo, no dilema da doação de órgãos, visto que muitos familiares reprovam a alteração do corpo, mesmo que seja para salvar outras vidas. Diante disso, deve-se analisar a falta de ações educativas do Estado e a ausência de preparo de profissionais da saúde, no sentido de fomentar apoio populacional em defesa dessa questão nobre.
Primeiramente, a falta de ações educativas do Estado, em prol de incentivar e orientar a população acerca da doação de órgãos no Brasil é uma problemática. Isso porque, o debate entre amigos e familiares sobre a morte ainda é um tabu, pois o ser humano ainda não possui preparo para lidar com o fim da vida, visto que muitas pessoas acreditam na reencarnação. Por esse motivo, negam ser um doador ou não permite a liberação dos órgãos de pessoas próximas em situação de morte encefálica ou de parada cardíaca. Dessa forma, sem intervenção governamental para desconstruir esse pensamento, que impede a salvação de outras vidas, o país continua com grandes filas de espera por um doador.
Em segundo lugar, a ausência de preparo de profissionais da saúde, na intenção de esclarecer dúvidas sobre a doação de órgãos, também, é um problema. Em consonância com o site do G1, o Sistema Único de Saúde (SUS) é responsável por mais de 95% dos transplantes de órgãos do mundo. Em analogia com esse dado, embora o grande sucesso do sistema público, muitos indivíduos ainda deixam de ser doador pela falta de conhecimento, ou seja, ainda é escasso debates, propagandas informativas e orientações médicas sobre a morte encefálica, visto que muitos cidadãos acreditam na reversilidade do caso devido o funcionamento do coração e do sistema respiratório.
Por fim, após os argumentos citados, medidas fazem são necessárias para reverter esse cenário. Por isso, o Governo Federal, adjunto com o Ministério da Saúde, deve criar campanhas informativas e apelativas, a exemplo das propagandas de vacinações, por meio da participação de médicos, no intuito de esclarecer dúvidas e orientar na importância dessa ação para salvar outras vidas.